sábado, 18 de outubro de 2014

Sinopse

Dez Reinos, dois reis e rainhas para cada cinco deles. 

 A família governante dos cinco reinos do Sul, conhecidos como sanguinários praticantes de supostas seitas desconhecidas que lhes proporcionava uma beleza estonteante a cada herdeiro nascido, mero boato?
 Do outro lado da moeda a família governante dos outros cinco reinos do Oeste, conhecidos por sua maldade mascarada por rostos de anjo, uma linhagem destruída pela guerra, restando apenas duas irmãs órfãs de pais.
Mas será que tudo ficaria assim? Não é o que a prometida rainha Oeste necessita, para alcançar todos seus objetivos e vingança, sua irmã mais nova terá de se casar com o mais novo rei do Sul alegando busca de paz, mas atrás disso muitas intenções existem, tais quais tomar os cinco reinos do Sul para si, porém será que apenas a corte Oeste tem seus planos? Eu não contaria com isso, a prometida noiva também não, mas do que tudo anseia por sua liberdade e por seu amor pela luta, como seria dividir o mesmo quarto com um esposo que odeia?


 Prontos para descobrir?





Boa leitura...

Capítulo - 1

Os Des Reinos

Oeste vs Sul




Eram tempos frios nos dez reinos britânicos, seus cidadãos estavam assustados com o que estaria por vir, novos herdeiros nascendo, os mais perigosos, aqueles que poderiam por um fim na paz de todos. Diga-se de passagem, aquela maldita era, dos mais severos reis, dos mais ambiciosos e traiçoeiros... Era errado temer, quando aqueles flocos de neves traziam consigo a maldade vestida de ser humano?
Oh, father of the four winds, fill my sails
across the sea of years
With no provision but an open face
along the straits of fear

[...]


 Reino Sul,
Dezembro,
Dois anos antes da guerra.


- Vossa majestade... – o mensageiro adentrou a sala com cautela.

Era sempre preciso cautela ao dirigir-se ao rei, afinal o mesmo é considerado o rei mais severo que já tomou posse do trono Sul. Dono dos cinco reinos mais temidos por todos, conhecido como sanguinário, com diversos boatos maldosos a seu respeito.

- Prossiga. – pediu o homem sem paciência.

O mensageiro o analisou profundamente, um sorriso calmo tomava conta de seus lábios, já que era desta maneira que ganhava a calma e confiança de seu rei, com toda plenitude, era um exímio jogador, sábia exatamente quais peças mover para promover a situação a seu favor, embora o rei fosse esperto, mostrava que não o bastante para perceber o quão passava a ser enganado.

- Acaba de ser comunicado que o rei de Lavyenue esta morto.

O rei ficou pensativo por um instante notando o quanto o homem a sua frente tentava manter a calma, ele não sábia onde seu mensageiro queria chegar, talvez avisar que uma guerra pela posse de seu reino agora sem rei poderia ocorrer.

- O falecido não tinha herdeiros? – o homem coçou a barba. – Lembro-me vagamente de algum filho de Irwin.

O mensageiro agora esboçava um sorriso pouco mais descarado, sábia prontamente que ambos os filhos e esposa do homem estavam beijando a morte, talvez no inferno, quem dirá? Irwin também era um homem impiedoso, cruel, merecia cada dor e sofrimento que havia passado, até mesmo seus filhos... Assim pensava o manipulador.

- Não meu senhor, nenhum herdeiro. – o rapaz respondeu tentando conter seu sorriso.

- Isso é impossível, não trate-me com ultraje seu imbecil, a não ser que queira perder a cabeça! – o rei gritou batendo com as mãos na mesa.
No mesmo instante os guardas que permaneciam a volta do rei retiraram suas espadas da bainha apontado-as ao mensageiro que dizia-se um homem de confiança e honra.

- Jamais Vossa majestade... – o homem desviou o olhar ao chão.

Talvez seus planos não foram bem calculados, afinal, provavelmente o rei conhecia de ponta a ponta sobre a família Wiesel, claro que conhecia. Malditos tesoureiros, ousaram o enfiar nesta enrascada.

- Devias estar pensando que sou algum imbecil? – o rei riu debochado. – Jamais um maldito lorde que eu mesmo o aprovei rei para comandar meu reino sairia despercebido por mim. – franziu o cenho. O rei fulminava o rapaz com o olhar, o jovem que pensou enfim ser de confiança provará-se um tremendo traidor, destruindo toda uma família, para que afinal? Tomar seu trono? Apossar-se de Lavyenue de baixo de seu nariz? – Cortem-lhe a língua e depois o joguem em uma cela imunda até que morra de fome. – gritou o rei.

Todos os guardas reais tomaram posição aproximando-se para impedir que o novo prisioneiro fugisse ou até mesmo tentasse resistir.

- Pelos Deuses vossa majestade, pelos Deuses, me perdoe, eu não tive culpa vossa majestade me perdoe! – o homem gritava desesperado.

Havia cavado sua própria cova, talvez o rei que no momento esboçava um sorriso vitorioso não fosse tão ingênuo quanto imaginava, só agora perceberá que Nicholas o rei sanguinário fazia jus ao nome. O rapaz acabou ajoelhando-se fora de sentidos enquanto dois guardas um de cada lado o seguravam forçando o mesmo a ficar em pé.

- Os jamais perdoam.

O rei sorriu perverso acompanhando em detalhe cada expressão de medo no rosto daquele maldito traidor, a morte o dava calafrios, maravilhosos calafrios...


[...]

Reino Oeste,
Julho,
Sete anos após a guerra.

When I'm on, when I'm on my way
When I see, when I see the way, you stay
  
- Jamais repita isso, esta me ouvindo ? – a irmã gritou com ódio.

Para ela era insuportável à personalidade que a irmã mais nova adquiriu após a morte dos pais, era sempre tão rebelde recusando-se a fazer tudo que poderia favorecer para que a família Rivalen tomassem o poder de todos os dez reinos.

- Por que diabos vossa majestade se dói toda vez que falo sobre a nossa mãe? – respondeu a garota no mesmo tom.

- Eu não entendo por que brigamos de lados opostos sendo que tanto o pai como a mãe estavam atrás do mesmo objetivo!

A mais velha aproximou-se da outra com um sorriso singelo nos lábios, teria que fazer de tudo para amolecer o coração da irmã, ou jamais a mesma entraria ao seu lado, mesmo que tudo esteja como injusto para cima de .

- Você é a herdeira agora, e nem mesmo é um homem... – riu sarcástica. - É fácil para você falar sabendo que é a sucessora do trono. – cuspiu as palavras virando o rosto ao lado oposto que a irmã encontrava-se.

odiava com todas as forças como aquilo era imprudentemente injusto, e agora sua irmã queria a forçar a fazer algo que jamais passou por sua cabeça? Casar-se? Isto é ridículo, a garota já a tomou tudo, até mesmo o trono, agora gostaria de tomar-lhe a vida?

- Não seja hipócrita irmã, sabes que também terei de ter um rei. – suspirou.

A mais velha tentou aproximar-se de , porém a garota respondeu com uma atitude arisca.

- Então case-se com ele você mesma! – rebateu.

A repudiava a forma que sua querida irmã queria a persuadir, jamais virá o tal novo rei do Sul e teria que casar com o mesmo? Nem em pensamento.

- Assim o que planejo não funcionaria sua insolente! – a garota bufou caminhando de um lado ao outro. – Eu preciso casar-me com um homem de confiança.

- A claro e jogar-me aos lobos como um cão sarnento? – revirou os olhos retrucando novamente.

- Cale esta maldita boca e deixe-me continuar. – pediu irritada. – Se eu por acaso casar com o recém-coroado , ele iria gostar de comandar ambos os reinos, e não é isto que queremos, é? – perguntou ela cerrando os olhos. pensou por um momento e viu que a irmã tinha razão, porém jamais admitiria. – Continuando, eu preciso de um rei que seja meu subordinado, assim eu mesma comandarei o reino em sua sombra, e o exército seguirá minhas ordens mudas vindo da voz ativa do novo rei.
Encarou a irmã por uns segundos, as duas pareciam conversar através de pensamentos, por um instante a irmã deserdada passou a dar ouvidos a outra, apenas por um único instante ela havia deixado sua relutância e rebeldia de lado.

[...]

Reino Sul.

- Vossa graça, um comunicado vindo do reino oeste. – anunciou.

 O franzino rapaz aproximou-se colocando com delicadeza o pergaminho nas mãos de .

- Eu disse que não precisa chamar-me de vossa grança, ou majestade, tanto faz... – riu. – Somos amigos, não trate como se não nos conhecêssemos desde a infância.

O sorria amigavelmente, porém o rapaz a sua frente não estava confortável com aquilo, se alguém da corte soubesse que por acaso um dia já tratou como um dos seus seria decapitado, e com certeza ele tinha amor à vida, por isso apenas sorriu para o futuro rei deixando-o sem resposta para aquilo.

- Então meu rei, devo retirar-me, passar bem. – afirmou a voz ao mesmo instante que curvava-se.

Ao notar a nova forma que o rapaz encontrou para dirigir-se ao seu superior, montou uma careta em desgosto.

- Isso realmente me irrita. – bufou vendo-o se distanciar.

Com certeza aquilo era insuportável, não que rejeitasse a ideia de ser rei, apenas era leproso a forma que todos os agora homens e mulheres que o conhecem desde a infância o tratem diferente por ser o futuro coroado, para dizer a verdade já o tratavam diferente desde a infância, mas agora as coisas certamente pioraram.
bufou mais uma vez enquanto abria com pressa aquele pergaminho tal qual carregava o símbolo do Reino Oeste, não deixava de ser estranho, os dois reinos recentemente tornaram-se inimigos após a chamada guerra por Lavyenue á sete anos atrás.
O rapaz percorreu o olhar prestando atenção no texto que se iniciará:

‘’Vossa graça próximo Rei do Sul, é com muita honra e sem ressentimentos que lhe venho propor um acordo, deves estar lhe perguntando qual tipo de acordo? Não seria de imensa satisfação acabar de uma vez com a rixa de nossos reinos, acredito que sim, eu próxima rainha Oeste anseio prontamente para que aceite minha proposta, espero lhe agradar, mas como? Simples vossa graça, proponho-lhe a mão de minha irmã mais nova em casamento a princesa Rivalen, assim quando o próximo herdeiro nascer à paz entre os dez reinos estará lançada para enfim reinar, eternamente.

Aguardo ansiosa sua resposta, em nome de todos os anciões e de nossa corte real, Sucessora do Sul Igraine Rivalen.’’

- Vossa majestade... – o conselheiro do reino adentrou a sala. O homem carregava consigo seu habitual sorriso zombeteiro, nem mesmo deu-se ao trabalho de encarar o mesmo, estava sempre acostumado com as súbitas aparições. – Vejo que já esta em suas mãos a nossa mais nova novidade, Reino Oeste buscando paz? – riu. – Isto não deixas de ser estranho a mim meu rei, algo tão repentino, os Rivalen não perdem tempo.

Naquele instante encarou o homem que ainda sorria, era obvio que dentro de sua cabeça algum plano estava armado, o conselheiro jamais sorriria sem motivo, o futuro rei ficava feliz por isso, gostava de sentir-se seguro já que estava fortemente desconfiado da inesperada proposta.

- Gostaria de saber o que passas em sua mente conselheiro. – perguntou atento.
O mais velho fitou o garoto com prontidão, aos poucos seu sorriso desmanchou-se o que denunciava que algo sério estava por vir, aquilo poderia ser bom, ou profundamente péssimo, era sempre assim que o jovem tentava prever o homem. Ou era sobre algo bom como ouro, ou terrível como o fogo do inferno.

- Vossa graça eu proponho que vá visitar esta dada noiva, analise as situações, eu sei exatamente o que pode estar acontecendo, mas também sei como reverter esta situação ao seu dispor. – sorriu minimamente transmitindo segurança a  .

[...]

Reino Oeste,
Dias depois.

- Você é fraco! – gritou apontando a espada ao amigo.

- Eu não contaria com isso...

O garoto retrucou avançando sobre a garota. As espadas chocavam-se fazendo que o barulho estridente do metal denunciando uma luta aos que passassem por perto.

- Atenção todos a corte real do Sul acaba de chegar ao castelo! – gritou um camponês qualquer.

No mesmo instante o amigo de também Lorde parou a luta retirando seu elmo bronze na tentativa de enxergar de prontidão a chegada do futuro rei. por sua vez nem mesmo deu-se ao trabalho de retirar seu elmo, a garota queria continuar praticando o máximo que pudesse.

- Vamos , vamos ver como são as pessoas do Sul. – o garoto a pegou pela mão animado. – Dizem que lá as mulheres são as mais lindas! – sorriu ainda arrastando a garota por entre a multidão.

- Isso é ridículo, você acredita em uma mentira dessas? – retrucou puxando sua mão do aperto forte do garoto.

A garota não estava nem ai para o futuro Rei do Sul, sábia o porquê estava aqui, por isso queria fugir de sua vista, mas seu querido amigo estava fazendo exatamente o oposto do que planejava, por sua sorte ainda estava com o corpo todo coberto por sua armadura prateada, contando também com o elmo esculpido, digno de um guerreiro.

- Pelos Deuses olha o rei! – uma garota cochichou com a outra.

desviou o olhar na direção que as mesmas olhavam, e realmente, aquilo era de tirar o fôlego, o dito cujo era completamente intimidador, contando com sua altura e sua armadura negra que o cobria também o corpo todo com exceção da cabeça. Realmente aquilo era estranho, não devia ele usar algo digno de alguém real? Fora sua beleza, o que tornava tudo ainda mais reluzente.

Assim que o homem aproximou-se mais da multidão, todos curvaram-se para o cumprimentar, apenas ficou lá parada feito uma estatua.

- Sua idiota curve-se!

O amigo cochichou na esperança que a mesma escutasse, porém nada surtiu efeito, a garota permaneceu lá de olhos vidrados no herdeiro .

- Olha o que temos aqui, dois guerreiros. – sorriu irônico assim que se aproximou de e seu amigo ainda ajoelhado. – Acredito que devas ter um bom motivo para não cumprimentar um superior... – continuou ele sorrindo.

Naquele instante tinha um brilho diferente no olhar, algo indecifrável ao ver de , ela não sábia o que fazer. Era com ele que teria que se casar?

- Me perdoe vossa graça. – sussurrou a garota curvando-se de leve.

- Pelo menos retire seu elmo garoto insolente!

Um guarda pronunciou-se batendo com força o cabo de sua espada no peito de coberto pelo metal, ainda sim o impacto foi forte o que a fez cair para trás fazendo um barulho estrondoso. O guarda iria avançar novamente para a agredir, porém o impediu apenas com um aceno de cabeça.

- Você esta bem? – o amigo da mesma sussurrou.

- Estou. – ela respondeu calma. – Desculpe-me vossa graça.

A garota levantou com cuidado posicionando-se para retirar o elmo, o mesmo deslizou com cuidado sobre sua cabeça, aos poucos revelando os cabelos e compridos da garota que caiam como cascata em suas costas antes presos com uma fita que agora estava enroscada no elmo, pareceu chocar-se ainda calado.

- Perdoe-me a demora vossa graça do Sul. – Igraine aproximou-se do local onde estavam. – Creio que não preciso mais apresenta-los.

A mais velha desviou um olhar com desgosto a , a irmã estava um trapo, com o rosto todo sujo de alguma batalha inútil que travou com seu amigo lorde Príon.

- O que quer dizer vossa graça do Oeste? – perguntou franzindo o cenho.

Ele torcia internamente para não ser o que ele estava pensando, por que se fosse tamanha a decepção, aquela garota que até então pensou ser um garoto, não deveria ter mais que quatorze anos.

- Bom, vossa graça do Sul, esta jovem é minha irmã, princesa Rivalen. – sorriu Igraine sem graça.

se pudesse cavaria um buraco para se esconder, odiava a forma que o futuro rei a olhava, estava visivelmente decepcionado com sua aparência, mas ela não ligava para isso, gostava que achasse isso dela, assim desistiria da ideia de casar-se, e sua irmã não poderia culpa-la.

- Ah, entendo.

Aquilo foi à única coisa que disse, limitando-se a olhar para a princesa novamente, não que estivesse descontente com a garota, só a achava muito nova, e também muito, como dizer, masculina? Naquele ser não havia nada feminino, até a forma que se portava o lembrava um pequeno selvagem. Será mesmo que aquela criatura estaria disposta a abrir as pernas a um homem? Pouco provável.

- Acredito que devemos conversar em um local adequado vossa graça. – Igraine propôs. – Não a mais nada para olhar aqui seus curiosos. – a mulher repreendeu os súditos. Todos saíram dali para voltar a seus afazeres um a um. – Pelo amor dos Deuses , vá se lavar. – a mais velha pediu impaciente fazendo sinal com a mão a irmã, fitando-a com nojo.

riu sem graça diante da situação, o bastou apenas seguir a futura rainha do Oeste até o local. Antes de prosseguir apenas deu, mas uma olhada em que sustentou o olhar sem escrúpulos, aquilo o fez sentir um arrepio pelo corpo, algo que tentou ignorar.

[...]

- Não me casarei com ela, eu esperava algo diferente vossa graça do Oeste. – respondeu .

Ele estava sendo sincero, não era nada que o mesmo esperava, embora fosse normal casamento com meninas mais novas, aquilo era absurdo, a garota parecia apenas um moleque que gosta de brincar de lutar.

- Vossa graça acredito que deva reconsiderar, ela é a pessoa mais importante de todos os dez reinos depois do senhor meu rei e da senhora vossa graça do Sul e seu futuro rei. – o conselheiro intrometeu-se.

instantaneamente franziu o cenho fitando o nada, o homem tinha razão, ele nem mesmo pensou nisso, apenas de olhar a garota e ver a forma que a mesma o afrontava o fez esquecer de tudo, sempre quis perto de si alguém que o tratasse como igual, mas agora que alguém assim surgiu ele realmente odiou a ideia, não gostava nada da forma que ela parecia o querer ver atingido e fora de cena.

- Sim vossa graça, seria ótimo que nós nos uníssemos. – Igraine sorriu mascarando suas verdadeiras intenções.

continuou analisando a situação, ele não sábia o que fazer, um dos seus lados diziam que era uma boa ideia, um ótimo caminho para tomar os dez reinos para si, o outro dizia que era uma péssima ideia, que seria um problema em sua vida, um enorme desconforto. A resposta teria que vir, a se teria...

[...]

Um dia depois.

- Aconteceu alguma coisa vossa graça?   
  
 A criada entrou no cômodo assustada após ouvir um grito alto vindo do quarto de .

- Apenas um pesadelo... – respondeu sorrindo amargamente.

E que pesadelo, no mesmo a garota casava-se com o herdeiro , era absurdamente terrível, a forma que ele sorria insatisfeito, a forma que a garota chorava em silêncio em cima do altar rezando para que ninguém mais percebesse a forma com que os dois estavam infelizes...

- Vai ficar tudo bem... – a criada sorriu doce. – Sua presença é necessária no café da manhã, o esta esperando vossa graça.
A criada permaneceu sorrindo calmamente, no instante que a moça proferiu o sobrenome do rapaz sentiu uma baldada de água fria, havia esquecido-se que a corte do Sul permanecia no castelo.

- Eu não quero ir, estou sem fome. – respondeu a princesa em repudio.
A criada a olhou com pesar, entendia a dor que a garota estava sentindo por saber que provavelmente teria de casar-se tão jovem, porém o rapaz era um homem tão bonito, não passava por sua cabeça que uma mulher poderia ser tão infeliz ao seu lado.

- A minha princesa, o jovem rei é tão lindo, um homem forte, ele lhe protegeria, acreditas mesmo que seria tão infeliz neste matrimonio? – perguntou a moça com uma ponta de inveja.

- Ele não gosta de mim e também não gosto dele, não a por que pensar que serei feliz. – respondeu com amargura.

Ela sabia de todas as possíveis qualidades de , mas ainda sim o temia, o detestava para ser mais sincera, odiava a família do rapaz.

- Não fique assim vossa graça, nem mesmo sabes se ele aceitou a proposta.

A criada tentou tranquilizar a garota com aquela desculpa, na verdade tinha quase certeza que o rapaz havia aceito por pouco da conversa que acabou escutando no escritório real por acaso, mas a jovem não precisava sofrer mais do que já estava.

- Realmente, só me resta torcer. – sorriu fraco a Rivalen.

- Minha princesa, desça, por favor, não provoque a ira da rainha, sabes que apenas queres seu bem. – pediu a moça gentilmente. não sabia se sedia as vontades da irmã ou não. Tinha medo de descer e perceber o olhar intimidador do rapaz sobre si. - Ele é o rei mais bonito que já vi, vamos lá majestade, não é tão difícil assim... – a moça riu ao notar o rosto de ruborizar.

- Tudo bem... – suspirou decidida levantando-se da cama. – Irei me arrumar...

- Irei vesti-la majestade!

A criada aproximou-se da menina pronta a desamarrar as tranças bagunçadas no cabelo de mas a menina esquivou-se.

- Não tudo bem, eu me viro. – sorriu.

[...]

- querida, achei que teria de busca-la. – comentou a irmã com um sorriso, porém seus olhos denunciavam a raiva que encontrava-se.

- Majestades...

os cumprimentou com um singelo sorriso evitando ao máximo encarar o herdeiro que estava acomodado á ponta esquerda da mesa. O rapaz por outro lado não conseguia tirar os olhos da Rivalen, estava surpreendido de como ela mudará, agora sim parecia uma mulher, seu vestido verde água caia lindamente em seu corpo, também dando destaque aos cabelos .

- Não irá perguntar o que seu noivo achou de seu novo vestido? – Igraine sorriu triunfante com suas palavras venenosas.

paralisou passando a fitar o chão como se não houvesse o amanhã. notando a vergonha da garota acabou por soltar um riso involuntário, algo que provocou ainda mais timidez na jovem Rivalen.

- Esta realmente linda neste vestido minha futura rainha. – comentou com malicia.

Aquelas palavras fizeram perder a respiração, então ele havia aceito, sua vida estava arruinada daqui em diante. A garota tratou de sentar-se ignorando completamente as palavras do rapaz.

- Não seja hostil . – repreendeu a irmã.

- Vejo que ela esta envergonhada, não a por que cobra-la, o que ela fará por mim após o matrimonio, dispensará qualquer elogio a vestidos, afinal do que vale um pedaço de pano se o que realmente quero esta entre suas pernas? – riu debochado com completa hostilidade.

apertou os punhos segurando-se para não sair dali e enfiar uma espada a onde ela realmente deveria estar: No coração de   .

- Tens razão, vossa graça. – Igraine sorriu de canto não importando-se com a falta de educação do rapaz.

O clima a mesa passou a ficar tenso após aquele comentário, acabaram comendo em silêncio, ninguém arriscaria comentar uma coisa se quer. por sua vez estava tentando ao máximo permanecer calada, do contrário altos xingamentos ao desgraçado sairiam de sua boca.

A garota evitava olha-lo, porém não conseguia, seus olhos agiam por instinto próprio o ameaçando como uma pantera pronta a atacar. Toda vez que o olhar de ambos cruzavam-se parecia que faíscas sairiam a qualquer momento, estavam realmente fitando-se desprovidos de qualquer medo.

[...]

- Você viu como ele falou comigo? – gritou com a irmã. Igraine apenas revirou os olhos sentando-se em sua cama, realmente sábia que o detestava sua irmã tanto quanto a detestava, porém o casamento de ambos não era por amor ou para ter amor, eram apenas negócios, planos, era a chance, tinha que colocar isto em mente de uma vez, não havia tempo para objeções, tudo que lhes restava era esperar. Igraine abriu a boca para protestar mas a interrompeu. – Eu seu o que vai falar, para que eu tenha paciência... – riu em ironia. – Eu não quero paciência, eu quero o coração do em minha mão, para que eu o aperte como um ovo podre, eu o odeio, o quero debaixo da terra, lá é seu devido lugar, eu o quero morto, MORTO. – disse tudo com puro ódio acabando por gritar a última palavra.

Igraine sentiu-se feliz, era isso que queria de sua irmã, o espírito de vingança, também queria todos os s de baixo da terra, mas para isso era preciso primeiro manter a calma, ser frio e calculista era o que lhes restava.

- O que é nosso o tempo trará minha irmã, que o universo nos ajude... – Igraine sorriu maldosamente acariciando com carinho os cabelos de .

You take a mortal man
And put him in control
Watch him become a god
Watch peoples heads a'roll
A'roll
A`roll

Just like the Pied Piper
Led rats through the streets
Dance like marionettes
Swaying to the Symphony
Of Destruction

Acting like a robot
Its metal brain corrodes
You try to take its pulse
Before the head explodes
Explodes

Just like the Pied Piper
Led rats through the streets
Dance like marionettes
Swaying to the Symphony...

Just like the Pied Piper
Led rats through the streets
Dance like marionettes
Swaying to the Symphony
Swaying to the Symphony
Of Destruction

The earth starts to rumble
World powers fall
A'warring for the heavens
A peaceful man stands tall
Tall

Just like the Pied Piper
Led rats through the streets
Dance like marionettes
Swaying to the Symphony

Just like the Pied Piper
Led rats through the streets
Dance like marionettes
Swaying to the Symphony
Swaying to the Symphony
Of Destruction

N/A: Obrigada por ler, e ser esta pessoa maravilhosa kkk, até os próximos capitulos!